sexta-feira, 27 de dezembro de 2013
O Desejo e a Fantasia
(...) A conseqüência disso é que o objeto a, enquanto radicalmente perdido, é o objeto da fantasia que passa a sustentar o desejo. Para Lacan, o desejo é sempre sustentado pela fantasia. Se o desejo é, em sua essência, da ordem da falta, a fantasia é a estrutura que enquadra, emoldura esta falta num certo limite, numa certa “janela para o real”. Se o desejo é a falta enquanto tal, a fantasia é o que sustenta esta falta radical ao mesmo tempo em que indica ilusoriamente “o que falta”. Há falta, diz o desejo. É isso que falta, diz a fantasia.
Marco Antonio Coutinho Jorge - Arte e Travessia da Fantasia
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