Desse modo, apoiadas na crença das palavras do
amor cortês, as mulheres empreenderam uma luta contra as tradições da
família patriarcal, que determinava as regras dos laços de casamento. A
gênese do feminismo tomou, assim, como ponto de mira
o desafio à autoridade paterna, àquele que era concebido como o juiz
que ordenava a linha do destino das mulheres. Podemos supor, dessa
maneira, que o grande motor do feminismo foi impulsionado pela aposta
nas promessas do amor cortês, instituindo com suas ganas o declínio da
imago paterna na civilização.
Oh! Lindo e esplendoroso amor, em que o cavalheiro servil se curvava extasiado diante de sua deusa: A Mulher impossível!
Porém, com o advento do feminismo, no qual A Mulher quis engendrar-se
como possível, imediatamente esse lindo amor começou a desaparecer, pois
à medida que as mulheres passaram a falar em resposta ao apelo
apaixonado do seu amante, a desgraça começou a se abater sobre a
virilidade dos homens, reduzindo suas promessas de amor eterno ao
ridículo de meras falácias, instituindo a derrocada do viril.
http://www.opcaolacaniana.com.br/pdf/numero_5/O_parceiro_amoroso_da_mulher_atual.pdf
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